De todas as maneiras colocadas como formas de conservação ambiental, a ACT Brasil atendeu prontamente ao pedido das comunidades indígenas para unir conhecimento tradicional com algo que pudesse valorizar e registrar o uso tradicional de seu território. O etnobotânico Mark Plotkin, então pesquisador do Departamento de Botânica do Instituto Smithsonian (EUA) percebeu, ao longo de uma extensa experiência com projetos envolvendo meio ambiente, que faltava uma instituição voltada às comunidades tradicionais para trabalhar a conservação. Mark Plotkin e a ambientalista Liliana Madrigal estavam convencidos de que não havia como falar em conservação sem trabalhar com aqueles que mais conheciam e dependiam diretamente do meio ambiente para viver. Cultura, saúde, educação e biodiversidade foram aspectos levados em conta no processo de construção de uma metodologia voltada à conservação ambiental. Essa metodologia deu origem à organização Amazon Conservation Team, hoje presente em três países: Brasil, Suriname e Colômbia. No Brasil, a Equipe de Conservação da Amazônia – ACT Brasil, um dos ramos da Amazon Conservation Team, tornou-se ao longo dos anos uma referência em conservação ambiental e trabalho de campo envolvendo populações indígenas. Iniciou-se com um convênio firmado com a Fundação Nacional do Índio (Funai) para realizar o mapeamento cultural com a comunidade Kamayurá, um dos 14 povos que vivem no Parque Indígena do Xingu, em 2002. Um ano depois, o mapeamento foi concluído e propiciou a estas comunidades uma visão mais ampla da potencialidade do território que ocupam, permitindo a definição de uma estratégia para proteger as terras de intromissões indesejadas, que acabam por colocar em risco a integridade territorial, o patrimônio natural e a qualidade de vida das comunidades.
Suriname:
1- Aldeia Tiriyo, região de Kwamalasamutu: 6,2 milhões de hectares mapeados. Ano: 1999.
2- Aldeias Tiriyo e Wayana, região de Tepu: 1,9 milhão de hectar mapeado. Ano: 2001.
3- Wayana: 2,7 milhões de hectares. Ano: 2005.
Brasil:
1- Aldeias Kamayurá e Yawalapiti, Xingu: 617 mil hectares mapeados. Ano: 2001.
2- Parque Indígena do Tumucumaque: 4,3 milhões de hectares. Ano: 2002.
3- Parque Indígena do Xingu: 2,6 milhões de hectares. Ano: 2002.
4- Terra indígena Sete de Setembro: 248 mil hectares. Ano: 2007.
Colômbia:
1- Vaupés: 500 mil hectares. Ano: 2006.
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