Por que proteger?


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No Brasil, existem mais de uma centena de áreas protegidas reservadas ao usufruto exclusivo de povos indígenas cujas práticas culturais têm assegurado, ao longo dos anos, o equilíbrio dos ecossistemas locais e a manutenção de parcelas significativas de florestas e cerrados. Em muitos estados brasileiros, a devastação ambiental e sociocultural causada pela expansão da “civilização” só não foi maior devido à existência dessas áreas.

As áreas mais preservadas da Amazônia são geralmente as mais remotas. Cada vez mais, os povos indígenas sabem que correm o risco de perder sua terra e sua cultura pela sociedade envolvente. Conheça o trabalho realizado em áreas protegidas, com os guarda-parques.

Segundo dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), no Brasil, hoje, vivem cerca de 735 mil índios, distribuídos entre 215 sociedades indígenas. São faladas, atualmente, cerca de 180 línguas indígenas, distribuídas nos troncos Tupi, Macro-Jê e Aruak, e nas famílias Karib, Pano, Maku, Yanoama, Mura, Tukano, Katukina, Txapakura, Nambikwara e Guaikuru, além de línguas isoladas. Aproximadamente 384 mil índios vivem em áreas urbanas, fora das terras indígenas: são considerados índios desaldeados. Calcula-se, ainda, a existência de cerca de 53 grupos ainda não-contatados.




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