Em 2002, as comunidades indígenas do Parque do Tumucumaque acompanharam os trabalhos que foram realizados no Suriname e reivindicaram à Funai a elaboração de um mapa cultural que cobrisse à área habitada. Seis meses depois, uma área equivalente a 4,3 milhões de hectares havia sido mapeada. Este mapa tornou-se um importante instrumento político e de ação comunitária. O resultado do mapeamento realizado no Parque Indígena do Tumucumaque ultrapassou a vertente objetiva de registro e identificação do uso tradicional do território e tornou-se instrumento de fortalecimento dos aspectos culturais das comunidades, ao incentivar o repasse de informações entre gerações. As comunidades indígenas atuam como coordenadores e executores das pesquisas que fundamentam o mapa cultural. Encontra-se aí a chave de um processo colaborativo entre pesquisadores indígenas e uma equipe multidisciplinar de profissionais, incluindo cartógrafos e antropólogos especializados. Durante a produção do mapa cultural do Parque Indígena do Tumucumaque que, em 2002, foi criada a ACT Brasil e, na cidade de Canarana (MT), fronteira com o Parque Indígena do Xingu, estruturou-se o primeiro escritório da organização no Brasil. No ano seguinte, a sede da ACT Brasil é instalada em Brasília pela proximidade com parceiros e o poder público. Outros dois escritórios foram inaugurados ainda nas cidades de Macapá (AP) e Manaus (AM).
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