» Novas Tecnologias e Povos Tradicionais: próximos passos de um programa inovador
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» Novas Tecnologias e Povos Tradicionais: próximos passos de um programa inovador

Postado por Assessoria de Comunicação em 15/fev/2017 -

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Autogestão. Defesa do território. Valorização cultural. Ferramentas adequadas para o planejamento. Desde 2007 o Programa Novas Tecnologias e Povos Tradicionais vem apoiando povos indígenas, quilombolas e pequenos produtores na implementação de suas práticas relacionadas ao uso sustentável de seus territórios. E isso por meio da integração entre acesso, conhecimento e uso autônomo de novas tecnologias.

Para ampliar ainda mais o potencial dessas iniciativas, acaba de ser aprovado o projeto Comunidades Indígenas e outros Atores Relevantes Melhor Protegem seus Territórios e outros Recursos Naturais. O projeto é possível graças ao apoio generoso do povo americano, por meio da USAID (Agência dos Estados Unidos para o desenvolvimento internacional). É realizado pela Equipe de Conservação da Amazônia (Ecam) e tem como parceiros o Google Earth Solidário, Imaflora, Natura, Fundação Palmares e Fundação Nacional do Índio (Funai).

O projeto parte do princípio que inovações tecnológicas, como as ferramentas de fácil acesso oferecidas pelo Google, empoderam comunidades tradicionais na sua Gestão Territorial e no uso sustentável dos recursos naturais. Serão 25 territórios envolvidos, entre povos indígenas, quilombolas e extrativistas, além de instituições públicas e privadas.

 

Como tudo começou

Dois momentos importantes marcam a história do Programa Novas Tecnologias e Povos Tradicionais. Em 2007 foi criado o Google Earth Solidário. E no mesmo ano Almir Suruí, liderança indígena, conheceu a ferramenta Google Earth. Almir reconheceu nela o potencial para melhorar a gestão da Terra Indígena Sete de Setembro e insistiu no contato. E o Google Earth Outreach estava ali justamente para isso: oferecer conhecimentos e recursos necessários para que suas ferramentas sejam usadas em prol de várias causas.

O contato foi frutífero e os Suruí receberam treinamentos para usarem a ferramenta em seus projetos.

E em 2015 aquela experiência dos Suruí foi ampliada. Novas capacitações foram realizadas em Porto Velho, para cerca de 40 pessoas. Indígenas Tembé, Cinta Larga, Kayabi, quilombolas do Pará, do Espirito Santo e Rio de Janeiro, extrativistas de Rondônia. Todos puderam conhecer as ferramentas, como os Suruí fizeram.  Foi daí que surgiu a proposta desta nova fase do Programa Novas Tecnologias e Povos Tradicionais. Esse novo projeto, apoiado pela USAID, ampliará o acesso de mais comunidades e instituições de apoio as tecnologias do Google.

 

Ferramentas gratuitas e espaços de representatividade

O projeto se baseia na troca de experiências e conhecimentos sobre as ferramentas Google Earth e Open Data Kit (ODK) e o espaço virtual do Instituto Cultural Google.

O ODK é uma plataforma aberta de coleta de dados simplificada e de fácil interação.

O Google Earth, com imagens de satélites constantemente atualizadas, serve de base para que sejam inseridas informações.

O Instituto Cultural Google é mais um espaço que oferece conteúdo online produzido em parceria com outras instituições, museus ou associações.

Independentes, essas ferramentas já conseguem auxiliar no planejamento de estratégias específicas. Combinadas, podem ajudar na visualização dos dados, de forma mais articulada e atrativa, dando visibilidade a reivindicações importantes para cada comunidade.

Rogério Pereira é quilombola e mora no Pará. Ele vem trabalhando com o Mapeamento Cultural no Google Earth desde 2015. Para Rogério, o começo desse trabalho foi um grande desafio: “Para quem está acostumado a trabalhar com terçado, uma enxada e um machado, pegar um material desse aqui é um desafio. Mas o objetivo desse mapeamento é conhecermos melhor o próprio território”.

 

O que esperamos para 2020?

O projeto tem atuação prevista de quatro anos. As atividades envolvem ações formativas, onde serão compartilhados conhecimentos para o uso das ferramentas, e suporte para as atividades de campo e levantamento de dados.

A ideia é que os diferentes participantes se apropriem das ferramentas para potencializarem ações de planejamento, gestão e promoção de renda. Pretende-se envolver cerca de 500 pessoas nas capacitações. Cada uma dessas pessoas, atuando em sua região, poderão impactar a gestão de cerca de 1,5 milhões de hectares, onde moram 20.000 pessoas.

O objetivo é promover entre povos Indígenas, quilombolas e pequenos produtores, instituições públicas participantes e organizações não-governamentais (ONGs) o uso de ferramentas acessíveis e gratuitas do Google. Essas tecnologias podem apoiar práticas relacionadas à gestão dos territórios e dar mais visibilidade para as histórias e reivindicações dos participantes.

O potencial do projeto é imenso. Claudinete Cole é coordenadora da Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombo do Município de Oriximiná (ARQMO), no Pará,  e moradora da comunidade Boa Vista, no rio Trombetas. Ela lembra que “essa é uma formação para a gente aprender e levar esse aprendizado para as nossas comunidades, e debater com eles como é melhor de ser aplicado, como fazer, e futuramente até ensinar. Envolve também uma questão de gestão dos nossos territórios. Uma ferramenta dessas do Google, lá dentro de um quilombo, lá em uma área remota, onde a gente vai poder mapear  nossa comunidade, as famílias, o território, a gestão, isso é importante para nós. Até então a gente não tem nada disso. Agora a gente já vai sair daqui sabendo como fazer, e não esperar que outros façam.  A gente mesmo se capacitou para fazer isso”.



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