Almir Narayamoga Suruí, indígena de Cacoal (RO) recebeu no último dia 25 de outubro o prêmio Defensor dos Direitos Humanos em Genebra, Suíça. O prêmio é um dos mais importantes da Europa e foi concedido a Almir desenvolvimento reconhecido de um plano mundial de proteção à natureza. Almir já gerenciou o reflorestamento de grande território e luta atualmente pela retirada dos madeireiros que vivem na Amazônia. Sua maior bandeira é a luta contra o desmatamento da região nativa. Almir também ajuda no salvamento de índios isolados que estariam sofrendo com problemas de genocídio.
Almir Suruí, vice-presidente da Equipe de Conservação da Amazônia – ACT Brasil, se junta a uma lista honrosa onde figuram personalidades como Dalai. O prêmio cedido pela fundação Internationale Gesellschaft fur Menschenrechte, com sede na Suíça, homenageia anualmente pessoas dos que buscam interferir de alguma forma em favor da defesa dos direitos instaurados na Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU.
“É um orgulho ter um filho da terra recebendo um dos prêmios mais importante da Europa”, comenta Ivaneide Bandeira Cardozo, representante da Associação de Defesa Etnoambiental – Kanindé. Mesmo assim, se a articulação de Almir Surui no âmbito internacional é prestigiada, no Brasil suas atividades representam risco diante de ameaças que ele e sua equipe sofrem de madeireiros da região de Cocoal. Sua última denúncia endossou o problema: povos nativos isolados estariam sendo dizimados por causa da construção de usinas hidrelétricas no Rio Madeira.
Almir Suruí deve ficar em Genebra até o dia 5 de novembro, onde realiza palestras sobre o problema das mudanças climáticas e os povos indígenas. Em seguida, Sarui deve voltar ao Brasil, onde retomará as atividades em prol da sobrevivência das tribos indígenas amazônicas.
Mais informações:
Sede Brasília – DF
Equipe de Conservação da Amazônia (ACT Brasil)
Assessoria de Comunicação
Ana Carolina Kalume e Gustavo Aguiar
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