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Mapas

O Laboratório de Geoprocessamento da Equipe de Conservação da Amazônia - ACT Brasil - compõe um dos principais programas da organização. É nesta área onde são realizados os mapas culturais, verificação das taxas de desmatamento, projetos de recuperação de áreas degradadas e os planos de proteção territorial. Ao longo de meia década, nosso laboratório de geoprocessamento já desenvolveu o mapeamento cultural colaborativo em 20 comunidades indígenas, em uma área que abrange mais de 20 milhões de hectares de floresta tropical.

A equipe do laboratório é composta por engenheiros ambientais e técnicos agrimensores. Todos com experiência adquirida em trabalhos de geoprocessamento desenvolvidos no Exército Brasileiro - Ministério da Defesa.

Aqui são desenvolvidas pesquisas em geoprocessamento voltadas à aplicação da cartografia em conjunto com as comunidades tradicionais. Na prática, são confeccionados mapas e projetos de proteção pensados para o fortalecimento das comunidades indígenas que trabalham em conjunto com a Equipe de Conservação da Amazônia - ACT Brasil.

Atividades

São feitos trabalhos para verificação de taxas de desmatamento em terras indígenas que depois darão origem a planos de manejo, que além de reflorestar a área, vão diminuir os danos causados pelo desmatamento.

Como trabalhos executados: desenvolveu, desde 2002, o mapeamento colaborativo nas Terras Indígenas Parque do Xingu (MT), Parque do Tumucumaque (AP), Paru D'Este (PA), Sete de Setembro (RO) e Médio Rio Negro II.


Histórico

Em 2002, as comunidades indígenas do Parque do Tumucumaque acompanharam os trabalhos que foram realizados no Suriname e reivindicaram à Funai a elaboração de um mapa cultural que cobrisse à área habitada. A partir dessa demanda e convênio firmado entre FUNAI - Comunidades Indígenas do Parque do Tumucumaque - ACT, iniciou-se os primeiros trabalhos de mapeamento cultural colaborativo da ACT no Brasil, com a cobertura de 4,2 milhões de hectares. Este mapa tornou-se um importante instrumento político e de ação comunitária.

O resultado do mapeamento realizado no Parque Indígena do Tumucumaque ultrapassou a vertente objetiva de registro e identificação do uso tradicional do território e tornou-se instrumento de fortalecimento dos aspectos culturais das comunidades, ao incentivar o repasse de informações entre gerações. As comunidades indígenas atuam como coordenadores e executores das pesquisas que fundamentam o mapa cultural. Encontra-se aí a chave de um processo colaborativo entre pesquisadores indígenas e uma equipe multidisciplinar de profissionais, incluindo cartógrafos e antropólogos especializados.





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